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Classe Alta Se Prepara Para Deixar EUA

Segundo divulgado pela Business Insider, há um aumento vertiginoso de milionários e bilionários estadunidenses em busca de cidadania em outros países, compostos principalmente de celebridades, setores da tecnologia, imóveis e investidores que possuem entre US$ 50 milhões e US$ 20 bilhões em ativos. Reaz Jafri, CEO da Dasein Advisors, afirmou que recebeu mais consultas de estadunidenses desde o início da década do que nos últimos 20 anos anteriores combinados.

A procura pelo “passaporte dourado”, países que concedem cidadania para aqueles que investem no país, tem aumentado nos últimos três anos. A Latitude Residency & Citizenship, empresa que orienta imigração de investidores de alto patrimônio líquido de todo o mundo por meio do processo de inscrição, relata que as consultas de estadunidenses aumentaram 300%. A Henley & Partners, uma das maiores corretoras de cidadania do mundo, disse que as vendas para cidadãos estadunidenses aumentaram 327%.

“Vemos esses programas como uma apólice de seguro. Tivemos alguns bilionários se aproximando de nós e perguntando qual é o melhor lugar para viver caso haja uma ‘catástrofe’ ou outra ‘pandemia global’. Eles querem plantar sementes, criar raízes, um plano de longo prazo para deixar um legado para seus filhos e netos. A única coisa que todos eles têm em comum é o medo sobre o futuro dos EUA. A grande maioria desses bilionários não se mudam para outros países, apenas buscam outra cidadania como um plano B, uma possível fuga”

Ezzedeen Soleiman – Sócio-gerente da Latitude Residency & Citizenship

Analistas como Alastair Crooke, Pepe Escobar e Barbara Walter apontam para, além da forte crise econômica, social, cultural, intelectual, militar, médica e previdenciária, uma nova guerra civil no país. Com a classe média praticamente extinta, altamente endividada, desmoralizada e com apenas empregos de baixa renda, com o atual governo realizando gastos astronômicos completamente desnecessários na indústria militar e em guerras que beneficiam apenas aos empresários dos setores envolvidos, junta-se tudo isso a guerra cultural entre globalistas e nacionalistas. O congresso estadunidense não conseguiu aprovar nem mesmo as medidas keynesianas de Biden, é o prelúdio de uma nova guerra civil nos EUA.

De acordo com os analistas, os EUA sempre usaram a criação de um inimigo externo, as vezes real e as vezes fabricado, como uma forma de “unir o país” e fazer os cidadãos aceitarem qualquer medida autoritária imposta sem questionar, como no caso das medidas de cunho fascista impostas pelo governo do Bush 2 após os “atentados terroristas” em 2001 (os inimigos do momento são os árabes) e as medidas idiotas impostas em 2020 para combater o “covid do mal” (agora o inimigo é a China). Mas agora essa estratégia parece não estar funcionando, pois nem a Operação Especial Russa na Ucrânia (agora a Rússia) está fazendo os estadunidenses apoiarem o governo e suas medidas autoritárias, com Biden sendo cada vez mais odiado e possíveis presidenciáveis de oposição, como Ron DeSantis, ganhando cada vez mais protagonismo no país capital do social-globalismo.

Coletivo de Membros do Clube Austral.