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Presidente da Câmara dos Deputados quer Semipresidencialismo no Brasil até 2030

O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), afirmou que pretende iniciar mês que vem a discussão sobre a implementação do sistema semipresidencialista no Brasil, no desejo de implantá-lo até o ano de 2030.

A ideia não é nova, e ganhou muita força no ano de 2015, época da Presidência de Eduardo Cunha (MDB), como uma forma de retirar os poderes do PT e impedir que ele instalasse uma ditadura comunista no país. Acabou que o impeachment da Dilma se tornou uma alternativa mais viável, e a proposta foi esquecida, principalmente em virtude do fato de que o Governo Temer foi praticamente um governo semipresidencialista.

O grupo que de fato tem muito interesse na proposta é o ‘centrão’, que desde os anos 1980 comanda os bastidores do Brasil. Todo Presidente tem que ‘negociar’ com ele para conseguir governar, Collor sofreu impeachment justamente por, na época, não ter negociado o suficiente.

O ‘centrão’ as vezes faz um papel relativamente positivo, como, por exemplo, quando o Governo Petista de fato começou a tentar implantar o comunismo no Brasil (plebiscitos bolivarianos, controle monetário…), foi ele que ainda em 2014 permitiu o equilíbrio para impedir tais atrocidades.

Porém no atual Governo Bolsonaro, onde ele tenta conduzir o Brasil no caminho do nacional-capitalismo, o centrão está o impedindo, deixando o país preso no social-globalismo (ideologia hegemônica no estamento burocrático brasileiro desde a década de 80).

Esse fato inclusive nos faz pensar se não há certa influencia ou pressão nos bastidores por parte dos EUA para promover tal proposta, visto o visível medo por parte deles de que o Brasil acabe mudando seu alinhamento internacional e saia da órbita globalista. Apesar de ter servido positivamente como uma espécie de ‘equilíbrio moderador’ durante os governos com tendências comunistas, o ‘centrão’ é visivelmente influenciado pelo poder globalista, o que obviamente agrada aos EUA.

“É uma discussão que a Câmara vai propor, vai tentar se unir ao Senado para que o Congresso faça, vamos pegar os meses de março, abril, maio e junho para discutirmos o semipresidencialismo. É um projeto para ser discutido inclusive com um Congresso novo, que será escolhido em outubro. Tirando o debate dessa eleição, tirando o debate de 2026. Não fulanizando a discussão, fazendo um debate de alto nível”

Arthur Lira

A ideia é que o ‘debate’ se estenda pelos próximos anos, e passe por vários congressos diferentes, mesmo que o próprio Lira já não esteja lá. Caso seja aprovada, conforme deseja Lira, a mudança de regime se daria apenas a partir da década de 2030.

Esse plano expõe um fato que a maioria dos brasileiros geralmente não presta a atenção: enquanto o povo pensa de 4 em 4 anos, ou pior ainda, de 2 em 2, a elite e o estamento burocrático pensam nas próximas décadas e até mesmo séculos. Quem realmente está no poder, não está preocupado com o que vai acontecer este ano, ano que vem ou nos próximos 4 anos, mas em como o mundo estará nas próximas décadas, nas próximas gerações. Pequenas vitórias comemoradas pelo povo ingênuo são totalmente insignificantes para projetos de poder há muito tempo estabelecidos e em pleno vigor.

Alguns analistas estão supondo que esse plano haveria sido combinado entre Bolsonaro e Temer em seu encontro após as manifestações do último dia 7 de setembro. Teria sido acordada a reeleição de Bolsonaro e a eleição de um sucessor para então o estabelecimento do semipresidencialismo. Se Bolsonaro se reeleger este ano, ele vai governar até 2026, se eleger um sucessor, este governará exatamente até final de 2030, ano em que a proposta pretende ser executada.

Se por um lado a proposta ajuda a impedir um ditador comunista no país, por outro, retira o poder dos brasileiros de escolherem de forma mais objetiva o direcionamento da nação, principalmente em virtude da ‘falta de transparência’ do processo eleitoral brasileiro.

A proposta seria o auge do poder que se instalou no Brasil na década de 1980, mas será que seria o auge dos brasileiros e da soberania nacional?

Coletivo de Membros do Clube Austral.